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Quarta Feira, 24/06/2015
A agonia do movimento evangélico no Brasil
Rev. Marco Antonio de Oliveira

Uma pergunta recorrente se ouve em quase todos os congressos sérios de teologia, realizados nestes últimos cinco anos, onde a situação da Igreja Evangélica Brasileira é discutida: O QUE ESTÁ ACONTECENDO? A perplexidade, motivada pelas conclusões, é vista em cada rosto, em cada olhar, quando se coloca em discussão os avanços, retrocessos, os desafios da evangelização e as práticas religiosas evangélicas da atualidade. Ainda que os dados do IBGE, referente as últimas décadas, demonstrem que cada vez mais o brasileiro se diz “evangélico”, é quase unânime também se afirmar que nunca na história da igreja brasileira se viu tantos escândalos, tantos coisas estranhas, práticas sincréticas e negadora da prudência e biblicidade comum ao protestantismo. Alguns chegam até duvidar da “evangelicalidade” de algumas igrejas que se intitulam como evangélicas.

Ainda mais grave a situação fica quando se é notado que as “estranhas manifestações religiosas” também são visíveis nos cultos de algumas das chamadas igrejas históricas. Estas, antes, classificadas como remanescentes do velho protestantismo de Lutero, Calvino, Wesley, centradas, profundamente perpassadas pela fundamentação bíblica, seriamente engajadas na transformação da ambiência dicotômica, disfuncional e injusta que assola milhares na América Latina parecem que esqueceram de sua rica herança protestante.  Também tomadas pela ânsia da disputa pelo espaço religioso, cederam às facilidades das propostas vindas de movimentos como o G12, o MDA, a Teologia da Prosperidade. Se enamoraram e abriram-se ao encanto nojento da mercantilização e comercialização da fé, do apelo pelo poder terreal, pela ânsia de obter expressivas arrecadações que não desembocam numa prática social salvadora e cristã.  Atitudes que estão levando-as a se afastarem da fé bíblica, comparando-se aos movimentos de espiritualidade barata e alienante. Que coisa triste!

As experiências religiosas extravagantes, práticas incomuns, estranhas e carentes de fundamentação bíblica não são difíceis de serem encontradas, pois a cada dia estampam as páginas do mundo virtual e dos jornais denominacionais. Recentemente uma grande “denominação evangélica”, iniciou a “Campanha da Vassoura Santa”, vendida por R$ 1.000,00. O preço se justifica pelos “benefícios” advindos de seu uso, afirma o pastor/apóstolo/bispo: “ela tem o poder de limpar todo mal e trazer a prosperidade de Deus para a vida, casa, empresa de quem comprá-la”. Em outra igreja, uma faixa anunciava a Campanha do Óleo da Isenção das Dívidas. Bastava passar o óleo nos carnês e as dívidas sumiriam. Numa igreja oriunda do velho protestantismo, as jovens, durante o culto, resolveram oferecer um sacrifício a Deus (prática cultual do Antigo Testamento específica do judaísmo veterotestamentário). Cortaram seus cabelos para demonstrar amor e disposição de se sacrificar por Jesus.   O objetivo era atrair a benção divina através do sacrifício. Ora, a Bíblia não afirma que Jesus já ofereceu um sacrifício pleno e suficiente para perdão de todos os pecados (Hb 7,27)? Então, para que novos sacrifícios? Se a atitude destas jovens for aceita como normal, daqui a pouco, não será possível frear os pais que, “pretensamente” inspirados por Deus, queiram oferecer seus filhos em “sacrifício holocausto” nas cerimônias religiosas. Ah, isto também é exagero!  Vejam, a lógica é a mesma: oferecer sacrifícios pesados, difíceis para agradar ou demonstrar amor a Deus. Seguindo este “processual lógico”, qualquer coisa ou prática pode ser vista como normal, desde que seja feita para gradar a Deus, para demonstrar que ele é honrado, para atrair bênçãos celestiais. Esta é mesma lógica vista nos homens bombas do islamismo radical, e nos membros do Estado Islâmico.

A tradição da Igreja ensina que toda experiência espiritual deve ser julgada, e isto a partir de critérios e padrões bíblicos, racionais, decentes, ordeiros (ICo 14.40). O que não se pode é desprezar a Bíblia, afirmando que os frutos (Lê-se: igrejas cheias, sucesso, prosperidade) validam a experiência.  O que determina se uma experiência espiritual pode ser tida como cristã é a sua confirmação bíblica, e não a validação dada pelo apóstolo, pastor, bispo ou pelas experiências de quem pseudamente teve uma revelação. Paulo escrevendo aos Coríntios, afirma: “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento”. (ICo 14.20)

É, o que está acontecendo com a Igreja Evangélica?



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