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Home » especial
Quinta Feira, 03/07/2008
"Nunca pensei que ele fosse gay!" - Parte I
Capa da revista Enfoque Gospel de Junho
Capa da revista Enfoque Gospel de Junho
Revista Enfoque Gospel retrata polêmica que também atinge as igrejas
Equipe de Jornalismo

Namorado gay


O que uma jovem deve saber antes de investir em um relacionamento com um rapaz que tem tendências homossexuais


Noemi Vieira – Revista Enfoque Gospel

PARTE I


Para a maioria das mulheres evangélicas o futuro está quase sempre traçado. A ordem natural das coisas é que – além de conquistarem um futuro profissional – elas conheçam um bom rapaz e construam uma família. Mas na busca pelo par ideal, alguns percalços atravessam o caminho de muitas jovens cristãs. E um dos mais delicados atualmente diz respeito à sexualidade dos rapazes. Muitos dos considerados "bons partidos" da igreja podem esconder um segredo por trás de sua fé: uma tendência homossexual.

A questão é pouco discutida. A homossexualidade ainda é um grande tabu no meio cristão. No entanto, a indiferença em relação ao tema não impede que o problema exista. Hoje em dia, já é bastante normal falar sobre sexualidade na igreja, inclusive sobre a situação dos que não conseguem esperar o casamento para transar. No entanto, quando se fala em sexo, o discurso sempre parte do pressuposto de que todos os membros são heterossexuais convictos e que ser cristão é igual a ser heterossexual.

“Há uma certa tendência das pessoas evangélicas procurarem evangélicos para namorar. É um elemento saudável e interessante porque os grupos sociais buscam casamentos entre seus pares. Mas isso traz um perigo latente. Ao condenar veementemente a homossexualidade, a igreja faz com que alguns jovens que apresentam tendências homossexuais se escondam para não serem expulsos do grupo. Ele vai tentar mostrar o comportamento aceito, mas um dia aquela tendência gay vai aflorar”, explica o psicoterapeuta Marcos Inhauser, pastor da Igreja Menonita e autor de uma pesquisa sobre o comportamento dos casais evangélicos no Brasil.

Nesse sentido, uma coisa tem sido detectada: ser do mesmo grupo religioso não implica necessariamente em sucesso no relacionamento e muito menos em heterossexualidade garantida. Dentre os critérios a serem observados pelas meninas em relação ao seu futuro homem – compromisso com Deus, saúde emocional, afinidade intelectual, projetos em comum e aprovação de Deus para o relacionamento são alguns deles – tem de estar também a preocupação com a opção sexual do rapaz.


Será que ele é?

O drama de muitas jovens tem mostrado que não vale a pena investir em um relacionamento enquanto não houver a certeza de que o jovem tem sua sexualidade resolvida. É preciso saber a verdade o quanto antes, embora seja difícil obtê-la. Não existe uma regra infalível – ou um “gaydar”, como se costuma dizer – para descobrir se o seu namorado é homossexual ou não. No entanto, o psicoterapeuta Inhausen aponta um caminho para chegar lá: “Mais do que nunca, o diálogo honesto e aberto é o que deve funcionar, embora não exista um seguro de infalibilidade na sexualidade das pessoas”, alerta.

Ter conhecimento sobre possíveis perfis de homens gays dentro da igreja também pode ser uma forma – generalizada – de “detectar” qual a preferência sexual de um rapaz. Há aquele que assumiu a homossexualidade para si e usa o namoro como escudo para se proteger e se manter na igreja. Há também o tipo perdido, que namora as meninas no intuito de descobrir se gosta de mulher. Existem os que não sabem que são gays, embora possuam todas as características e trejeitos de um. E ainda há o grupo dos que alimentam fantasias gays, mas nunca terão coragem de experimentar a homossexualidade.

Perceber como é o relacionamento de um rapaz com sua família também pode ser outra maneira de tentar entender a sexualidade dele. Sob uma perspectiva freudiana, a relação que um filho mantém com o pai e a mãe pode dizer bastante sobre suas opções sexuais. Mais do que isso, o psicoterapeuta Inhausen aconselha observar que tipo de amizades esse rapaz mantém. E por último, avaliar em que nível está o desejo dele pela namorada. “Os hormônios trazem uma certa vibração e fogosidade para a relação. Se isso não estiver presente nos momentos de namoro onde há beijo e abraço, dá para perceber qual é a desse rapaz”, sugere Inhausen.

Continua...
A matéria completa você encontra na Revista Enfoque Gospel de Junho - uma publicação do Grupo MK de Comunicação.

PARTE II
PARTE III



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