Namorado gayO que uma jovem deve saber antes de investir em um relacionamento com um rapaz que tem tendências homossexuaisNoemi Vieira Revista Enfoque Gospel PARTE 2Assumindo os riscosAgora, uma vez descoberta a tendência gay do namorado (ou pretendente), surge a grande dificuldade de resolver a questão. Por um lado, existe o amor que tudo supera. Por outro, o medo de não ser valorizada e satisfeita no campo da sexualidade após o casamento. Afinal, vale a pena construir a família com um homem que tem consciência de sua tendência homossexual? É possível conviver bem com o medo de ser relegada mais tarde? Ou será que o amor deve ser maior do que todos esses desafios? Uma coisa é certa: antes de se casar com um homem nessas condições, é preciso saber os riscos que isso implica.
Para o psicólogo Dárcio Miranda, uma coisa deve ficar bem esclarecida na mente das moças que vivem esse drama: um rapaz com tendência gay vai levar esse dilema durante toda a vida, esteja se relacionando ou não com uma mulher. Esse jovem vive um grande conflito. Ele tem a consciência da homossexualidade como também do Evangelho restaurador. Isso gera o conflito. A carne tende para um comportamento, mas a mente condena aquele comportamento que a carne deseja, explica, citando o famoso versículo que Paulo escreveu sobre o espinho na carne.
Namorar um jovem com esse perfil significa reconhecer e aceitar esse processo de restauração. E também saber dos desafios que terá de enfrentar ao lado dele durante o relacionamento. É o somatório do desejo dela por ele e do entendimento dele da necessidade de mudar que acaba levando à reversão, acredita o psicólogo Dárcio. No entanto, isso não quer dizer que o desejo homossexual vá sumir para sempre. O apelo da carne é forte. Esse rapaz pode vacilar e ela poderá se revoltar e se sentir extremamente violentada. Por isso a necessidade de acompanhar o tratamento com ele. Se ela o ama efetivamente, ela ajudará muito.
Segundo a terapeuta Marluce Nery, outro critério importante é não entrar de cabeça sem antes conhecer o pretendente. Essa análise prévia pode poupar a jovem de começar a se relacionar com a pessoa errada. Há aqueles que não são comprometidos com Deus e não contam para a namorada sobre sua sexualidade. Nesse caso, é uma incógnita entrar nesse relacionamento. Meu conselho é não se deixar enganar, alerta Nery, acrescentando que alguns homens se convertem mas não falam nada sobre o passado homossexual, e acabam enganando a si e a namorada.
Uma outra armadilha bastante comum entre as jovens da igreja é querer bancar a salvadora da pátria. Ninguém pode mudar ninguém. A moça quando está apaixonada acha que tem a onipotência de mudar a pessoa. No caso da homossexualidade, não funciona assim. Para a história dele ser transformada, é um processo para a vida inteira. Ela pode ser até compreensiva, conivente com essa opção sexual, mas vai correr o risco de viver com um homem que poderá ter recaídas, adverte a terapeuta.
O caso que deu certo Por outro lado, há casos em que o casamento com um ex-homossexual pode dar certo. Exemplo: Rosa Xavier, mãe do João Felipe, de 17 anos, casou-se com João Carlos Xavier que foi gay assumido durante muito tempo. A família sempre a alertou para este fato, mas Rosa acreditou na relação e teve a convicção de que ele era o homem de sua vida. Eu já o conheci modificado e foi algo de Deus. Me questionei no início, conversei com meu pai sobre o assunto. E pedi a Deus para que nunca acontecesse uma recaída por parte do João, conta Rosa.
Hoje, ela ajuda o marido no ministério eclesiástico. João Carlos se tornou pastor presidente da Assembléia de Deus do Ministério Pedra Viva, em Cabo Frio (RJ). Ele explica que o fato de a sua vida ter sido um livro aberto facilitou a realização do casamento. O namoro com alguém que tenha sido homossexual assumido e o fato de a parceira e da igreja saber facilitam o relacionamento, porque a jovem tem um referencial, explica pastor João Carlos, autor do livro O Dia em Que Nasci de Novo, que trata de sua conversão e transformação.
Durante 17 anos, o casamento tem sido uma bênção, e o pastor João explica que isso é resultado de um compromisso com Deus. Sei qual é meu papel no Reino. Fui discipulado, fiquei três anos dentro de uma igreja, sofrendo perseguições de pessoas de lá de dentro. Mas Deus me deu graça. Tenho no meu coração a minha condição de pecador, mas sou remido. Deus me resgatou de uma lata de lixo. Quem viveu o homossexualismo, pecado mais difícil de ser abandonado, tem que ser muito bem discipulado para vencer, testemunha. Rosa também afirma sem titubear que seu casamento deu certo e se sente feliz com a família que constituiu.
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