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Home » especial
Sexta Feira, 04/07/2008
"Nunca pensei que ele fosse gay!" - Parte II
Capa da revista Enfoque Gospel de Junho
Capa da revista Enfoque Gospel de Junho
Continuação da matéria publicada pela revista Enfoque Gospel
Equipe de Jornalismo

Namorado gay


O que uma jovem deve saber antes de investir em um relacionamento com um rapaz que tem tendências homossexuais

Noemi Vieira – Revista Enfoque Gospel

PARTE 2

Assumindo os riscos

Agora, uma vez descoberta a tendência gay do namorado (ou pretendente), surge a grande dificuldade de resolver a questão. Por um lado, existe o amor que “tudo supera”. Por outro, o medo de não ser valorizada e satisfeita no campo da sexualidade após o casamento. Afinal, vale a pena construir a família com um homem que tem consciência de sua tendência homossexual? É possível conviver bem com o medo de ser relegada mais tarde? Ou será que o amor deve ser maior do que todos esses desafios? Uma coisa é certa: antes de se casar com um homem nessas condições, é preciso saber os riscos que isso implica.

Para o psicólogo Dárcio Miranda, uma coisa deve ficar bem esclarecida na mente das moças que vivem esse drama: um rapaz com tendência gay vai levar esse dilema durante toda a vida, esteja se relacionando ou não com uma mulher. “Esse jovem vive um grande conflito. Ele tem a consciência da homossexualidade como também do Evangelho restaurador. Isso gera o conflito. A carne tende para um comportamento, mas a mente condena aquele comportamento que a carne deseja”, explica, citando o famoso versículo que Paulo escreveu sobre o “espinho na carne”.

Namorar um jovem com esse perfil significa reconhecer e aceitar esse processo de restauração. E também saber dos desafios que terá de enfrentar ao lado dele durante o relacionamento. “É o somatório do desejo dela por ele e do entendimento dele da necessidade de mudar que acaba levando à reversão”, acredita o psicólogo Dárcio. No entanto, isso não quer dizer que o desejo homossexual vá sumir para sempre. “O apelo da carne é forte. Esse rapaz pode vacilar e ela poderá se revoltar e se sentir extremamente violentada. Por isso a necessidade de acompanhar o tratamento com ele. Se ela o ama efetivamente, ela ajudará muito”.

Segundo a terapeuta Marluce Nery, outro critério importante é não entrar de cabeça sem antes conhecer o pretendente. Essa análise prévia pode poupar a jovem de começar a se relacionar com a pessoa errada. “Há aqueles que não são comprometidos com Deus e não contam para a namorada sobre sua sexualidade. Nesse caso, é uma incógnita entrar nesse relacionamento. Meu conselho é não se deixar enganar”, alerta Nery, acrescentando que alguns homens se convertem mas não falam nada sobre o passado homossexual, e acabam enganando a si e a namorada.

Uma outra armadilha bastante comum entre as jovens da igreja é querer bancar a “salvadora da pátria”. “Ninguém pode mudar ninguém. A moça quando está apaixonada acha que tem a onipotência de mudar a pessoa. No caso da homossexualidade, não funciona assim. Para a história dele ser transformada, é um processo para a vida inteira. Ela pode ser até compreensiva, conivente com essa opção sexual, mas vai correr o risco de viver com um homem que poderá ter recaídas”, adverte a terapeuta.


O caso que deu certo – Por outro lado, há casos em que o casamento com um ex-homossexual pode dar certo. Exemplo: Rosa Xavier, mãe do João Felipe, de 17 anos, casou-se com João Carlos Xavier – que foi gay assumido durante muito tempo. A família sempre a alertou para este fato, mas Rosa acreditou na relação e teve a convicção de que ele era o homem de sua vida. “Eu já o conheci modificado e foi algo de Deus. Me questionei no início, conversei com meu pai sobre o assunto. E pedi a Deus para que nunca acontecesse uma recaída por parte do João”, conta Rosa.

Hoje, ela ajuda o marido no ministério eclesiástico. João Carlos se tornou pastor presidente da Assembléia de Deus do Ministério Pedra Viva, em Cabo Frio (RJ). Ele explica que o fato de a sua vida ter sido um livro aberto facilitou a realização do casamento. “O namoro com alguém que tenha sido homossexual assumido e o fato de a parceira e da igreja saber facilitam o relacionamento, porque a jovem tem um referencial”, explica pastor João Carlos, autor do livro O Dia em Que Nasci de Novo, que trata de sua conversão e transformação.

Durante 17 anos, o casamento tem sido uma bênção, e o pastor João explica que isso é resultado de um compromisso com Deus. “Sei qual é meu papel no Reino. Fui discipulado, fiquei três anos dentro de uma igreja, sofrendo perseguições de pessoas de lá de dentro. Mas Deus me deu graça. Tenho no meu coração a minha condição de pecador, mas sou remido. Deus me resgatou de uma lata de lixo. Quem viveu o homossexualismo, pecado mais difícil de ser abandonado, tem que ser muito bem discipulado para vencer”, testemunha. Rosa também afirma sem titubear que seu casamento deu certo e se sente feliz com a família que constituiu.


Continua...
A matéria completa você encontra na Revista Enfoque Gospel de Junho - uma publicação do Grupo MK de Comunicação.


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